
Eu sou Arádia. Sejam bem-vindos(as). Boa leitura!
Respire fundo. Sinta a natureza.
Viaje nos meus textos... e seja feliz!
Eu sou Arádia, Avatar da Luz e do fogo áureo da sabedoria milenar. No majestoso templo branco de Atlântida aprendi os segredos da vida eterna e sob a esfinge do antigo Egito fui iniciada. Do poderoso deus Amon-Rá fui devotada sacerdotisa. Levantei o véu de Isis e do seu sacerdócio tornei-me digna. Em Atenas servi ao Deus Apolo e no seu oráculo junto a Pítia vivi. Em Persépolis e Pasárgada fui senhora e ao meu povo com sabedoria governei e por eles fui amada. Desci às planícies macedônicas e o mais poderoso dos soberanos de então se rendeu aos meus encantos e me fez soberana de um vasto império. Fui etrusca, detive a sabedoria da deusa Diana e sua sacerdotisa me tornei. Fui cigana, zíngara, Katshimoshe, e da sua profetisa recebi a proteção do grande e poderoso talismã daquele povo. Fui guerreira, enverguei a indumentária das vestais e acendi o fogo sagrado. Em Yucatan promovi a virgem do sol. Às margens do Lago Nemi como Mainfreda me estabeleci. E tornei-me Arádia, guardiã e suma sacerdotisa da Grande Deusa incumbida de levar a Sabedoria, a Paz e o Conhecimento propagando a verdade Universal aos meus irmãos e irmãs através dos séculos. Nas chamas da fogueira naquela era distante pereci e qual fênix das cinzas mil vezes renasci para cumprir sempre e por toda a eternidade a missão de ser a porta-voz do conhecimento e da verdade universal. Como grega missionária, ainda, emito o canto de Ninfa Sol do Deus Apolo unificado ao Cristo Jesus e sempre em busca de minhas heranças transcendentais vou contribuindo para a evolução daqueles que cruzam o meu caminho, sempre emanando a mais pura força do Astral Superior. Eu sou a verdadeira Arádia, aquela que se diz de Toscano, que aos 13 anos de idade, nesta vida atual, me conscientizei da minha herança na magia universal e dos poderes da carga da grande Deusa e deles tentei fugir, mas nunca conseguiremos fugir de quem realmente somos. Então, aqui estou para cumprir a minha missão: propagar através dos meus textos a verdade universal e o valor incontestável da mulher, contribuindo para tornar felizes o maior número possível de pessoas, principalmente mulheres, através dos meus livros.. Boa leitura!
Flor da Lua - Magia - Amor e Encantos
A flor da lua é a flor mágica de Arádia. Esta flor pode ser usada como um amuleto da felicidade. Como ela floresce por apenas uma noite ela encerra em si todo o mistério e todo o poder da Deusa.
A flor da Lua - Selenicereus Witti - é uma raríssima e perfumada flor de uma alvura quase inconcebível, que
desabrocha e fenece numa única noite, permanecendo aberta apenas por
algumas horas. E nessas poucas horas em que permanece aberta, linda e perfumada, ela tem o poder de atender os desejos daquele que a encontra e sente o seu perfume. Por isso, possuir em casa um pé de flor da lua é uma dádiva dos deuses. Quem tem o privilégio de vê-la desabrochar e sentir o seu perfume tem direito a um pedido que com certeza será atendido.
Embora tenha sido encontada aqui no Brasil, na floresta Amazônica, diz a lenda que a Flor da Lua é o espírito da Deusa Lunar que toma a forma física de flor para abençoar a pessoa e o lugar onde resolve brotar.
O filósofo místico sueco Emanuel Swedenborg, sustentava existir para cada estrela do firmamento uma planta correspondente na Terra e a Selenicereus Witti certamente corresponde ao nosso astro noturno, a lua, pois floresce apenas à noite e normalmente sob a luz do luar.
A Flor da Lua e a lenda da princesa Sac-Nicté
Diz a lenda que a princesa Sac-Nicté (que em maia significa Branca Flor, ou Flor Pura) era bela como a lua cheia nas esplendidas noites de Mayab (nome maia da península de Yucatan).
A jovem princesa Sac-Nicté, ao contrário da maioria das jovens maias, era clara e fresca como as gotas de orvalho caídas do céu estrelado. Sac-Nicté nasceu na altiva cidade de Mayapán, quando a paz unia como irmãs as três grandes cidades da terra do Mayab: Mayapán, Uxmal e Chichén Itzah, que era o altar da sabedoria.
O príncipe Kanec era um valoroso guerreiro que aos 21 anos de idade foi coroado rei da cidade de Chichén Itzah.
O dia em que o príncipe Kanec se fez rei dos itzaes foi ao templo da cidade de Itzmal para apresentar-se ante seu deus. Suas pernas de caçador tremeram quando ele desceu os vinte e seis degraus do templo e seus braços de guerreiro estavam caídos. O príncipe Kanec havia visto ali pela primeira vez a bela princesa Blanca Flor, Sac-Nicté.
No dia da sua coroação o jovem rei Kanec viu pela prineira vez a princesa Sac-Nicté e no seu coração nasceu um amor grandioso capaz de a tudo enfrentar. Quando seus olhares se encontraram foi como se a lua e o sol se fundissem tornando-se um só.
A princesa Sac-Nicté tinha, então, apenas 15 anos de idade quando viu o príncipe Kanec se sentar no trono de Itzah e seu coração tremeu de alegria ao vê-lo. Sua alma se encheu de júbilo e parece que recuou no tempo. E percebeu que aquele altivo guerreiro lhe pertencia de corpo, alma e espírito, assim como ela o pertencia desde sempre.
A grande praça do templo estava repleta de gente que havia chegado de todo o Mayab para ver o príncipe. E todos que estavam próximos viram o que se passou. Viram o sorriso da princesa iluminar seu rosto e viram o príncipe fechar os olhos e apertar o peito com as mãos frias. Viram, porém, não compreenderam.
E conta-se que naquela noite a princesa Branca Flor dormiu com a boca iluminada de um sorriso jubiloso. Quando despertou, Sac-Nicté sabia que sua vida e a vida do príncipe Kanec se entrelaçavam como dois rios que se juntam e correm unidos para o mar.
Ali estiveram também os reis e os príncipes das demais cidades. Todos olharam, porém não compreenderam que a partir daquele momento as vidas do novo rei e da princesa Branca Flor haviam se fundido como a água de dois rios que se juntam, para cumprir a vontade dos deuses.
A princesa Sac-Nicté havia sido destinada por seu pai, o poderoso rei de Mayapán, para o jovem Ulil, príncipe herdeiro do reino de Uxmal.
A coroação do príncipe Kanec como rei de Chichén Itzah foi um acontecimento majestoso e abençoado. Pouco tempo depois da coroação do novo rei dos Itzaes iniciou-se a contagem dos trinta e sete dias que faltavam para o casamento do príncipe Ulil com a princesa Sac-Nicté e o novo rei de Itzah era um dos convidados de honra. Porém, seu coração doía ao pensar nesse enlace e contemplando as estrelas, enquanto frio suor porejava sua fronte altiva. Aos pés do cenote sagrado o poderoso rei Kanec, mirava as estrelas na água refletidas procurando uma resposta dos deuses à sua agrura, quando a voz de um estranho anão lhe disse ao ouvido: - "A Flor Branca, a flor da lua, vos espera entre as folhas verdes; vais deixar que outro a arranque"?
Enquanto isso, na grande Uxmal preparava-se o casamento da princesa Branca Flor e o príncipe Ulil, de Mayapán. A princesa foi com seu pai e com todos os grandes senhores em comitiva que encheu o caminho de cânticos.
Além da porta de Uxmal, o príncipe Ulil e muitos nobres e guerreiros saíram para receber a princesa e quando a encontrou, viu-a chorando, porém, não compreendeu a razão daquelas brancas lágrimas de amor.
Toda a cidade estava adornada de flores, de plumas de quetzal e faisão, de plantas floridas e de arcos pintados de cores brilhantes. E todos dançavam e estavam alegres, porque ninguém sabia o que estava para acontecer, nem o que se passava no coração da Branca Flor.
No terceiro dia da festa do casamento, a lua era grande e redonda como o sol, era a noite propícia para as bodas do príncipe, segundo a regra do céu.
De todos os reinos, dos próximos e dos distantes, haviam chegado a Uxmal reis e príncipes e todos trouxeram presentes e oferendas para os noivos. Alguns vieram com veados brancos, de cornos e cascos de ouro, outros vieram com grandes conchas de tartaruga cheias de plumas de quetzal radiante. Chegaram guerreiros com azeites odoríferos e colares de ouro e esmeraldas, vieram músicos com pássaros ensinados para cantar com música celestial. E de todas as partes chegaram embaixadores com ricos presentes... menos o rei Kanec de Chichén Itzah.
Esperaram-no até o terceiro dia, porém nem chegou nem enviou mensagem alguma, o que deixou todos cheios de estranheza e inquietude, porque não sabiam o que se passava na alma enamorada do jovem rei de Itzah.
Porém o coração da princesa Branca Flor sabia e esperava...
Naquela terceira noite de Luar o altar do matrimônio estava ricamente preparado e o grande senhor dos Itzaes não chegava, já não o esperavam mais os que nada sabiam.
Vestida de cores puras e adornada de flores e joias, a princesa Blanca Flor estava já ante o altar e o príncipe Ulil que a teria por esposa já se aproximava. Esperava a Branca Flor do Mayab, a jovem princesa Sac-Nicté, sonhando com os caminhos pelos quais haveria de aparecer o rei que ela colocou no coração. Enquanto o jovem e forte caçador, o rei Kanec buscava desesperado na sombra das rochas e da floresta o caminho que haveria de seguir para cumprir a vontade do Alto.
E o rei Kanec chegou à hora em que deveria chegar. Saltou de pronto no meio de Uxmal, com sessenta de seus guerreiros principais e subiu ao altar onde ardia o incenso e cantavam os sacerdotes; chegou vestido de guerra e com o signo de Itzah sobre o peito.
- "Itzalán! Itzalán!" - gritaram como em campo de combate.
Ninguém se levantou contra eles, tudo aconteceu muito rápido. O rei Kanec entrou como o vento agitado e arrebatou a princesa em seus braços diante de todos. Ninguém pôde impedi-lo, quando quiseram fazê-lo já não estava mais lá. Só ficou o príncipe Ulil ante os sacerdotes e junto ao altar, coração despedaçado e alma enfurecida.
Assim terminaram as festas de casamento. Mas de pronto roncaram os caracóis e soaram os címbalos, e a ira do príncipe Ulil gritou pelas ruas a convocar guerreiros.
O rei Kanec havia ido desde sua cidade de Chichén até a grande Uxmal sem que ninguém o visse. Foi pelos caminhos ocultos perfurados nas pedras, sob o solo, oculto pela sombra da floresta, percorrendo estes caminhos que se veem agora de vez em quando, e que antes só os conheciam aqueles que deveriam conhecê-los.
Porém, outra vez, depois de muitos anos de paz, as armas no Mayab se preparam para a guerra, se levantam os estandartes de guerra. Uxmal e Mayapán se juntaram contra Itzah!
A vingança cairia sobre Chichén Itzah onde vivia um povo espiritualizado e feliz. Pelos caminhos havia a poeira das marchas e no ar os gritos. Ressoavam os sonoros címbalos e trovejava o caracol da guerra.
Mas em Chichén Itzah o povo guiado pelo novo rei e por sua jovem rainha, a princesa Branca Flor, já tinham se posto a caminho de um novo lar, sob a proteção de Kukulcán.
Eis como os Itzaes deixaram suas casas e seus templos de Chichén e abandonaram a bela cidade recostada à borda da Cenote azul. Todos se foram chorando, uma noite, com a luz da aurora, todos se foram em fila, para salvar as estátuas dos deuses e a vida do rei e da princesa, luz e glória do Mayab.
Diante dos filhos de Itzah ia o rei Kanec, caminhando pelos caminhos abertos no meio das montanhas, ia envolto em um manto branco e sem a coroa de plumas em sua fronte. A seu lado ia a princesa Sac-Nicté, a Branca Flor. Quando ela erguia sua pequenina mão e assinalava o caminho, todos ali a seguiam.
Um dia, chegaram a um lugar tranquilo e verdejante, junto a uma lagoa quieta, distante de todas as cidades, e ali fixaram o novo reinado e edificaram as casas simples da paz, criando assim Petén, a cidade cheia de glória e alegria dos povos maias.
Salvaram-se assim os Itzaes pelo amor da princesa Sac-Nicté, que entrou no coração do último príncipe de Chichén para salvá-lo do castigo e fazer sua vida pura e branca.
Solitária e calada ficou Chichén Itzah no meio do bosque sem pássaros, porque todos voaram atrás da princesa Sac-Nicté.
Quando enfurecidos os exércitos de Uxmal e Mayapán chegaram a Chichén Itzah e não encontraram nem mesmo o eco nos palácios e nos templos vazios a ira ateou fogo na formosa cidade. E Chichén Itzah ficou desolada e morta como está ainda hoje está. Abandonada desde aquele tempo antigo, junto à água azul do Poço da Vida, onde desde então nasce nos bosques que a circunda a imaculada flor da lua, deixando perfumadas as ruínas de um aroma suave que é como um sorriso de Sac-Nicté, ou uma branca luz da lua.
E na primavera, geralmente na lua cheia, brota a flor branca no Mayab, a flor da lua - símbolo do amor da princesa Sac-Nicté pelo príncipe Kanec - e adorna as árvores e enche o ar de imaculados suspiros perfumados. E até hoje na terra maia os descendentes daquele povo a espera e a saúda com toda a ternura de seu coração e quando a encontram desabrochada branca e perfumada relembram o nome da princesa Sac-Nicté, a Branca Flor da Lua do Mayab.
Vida Selvagem também existe no seu jardim - experimente encontrar...
Existe vida selvagem em todo lugar, até ao seu redor. Se você tiver tempo para procurar no seu jardim irá encontrar formas de vida as mais diversas: ex.: formigas de todos os tamanhos e espécies, insetos diversos, minhocas, lagartas e borboletas, joaninhas, besouros, sem falar nas formas de vida microscópicas. Lembre-se a vida viceja em todo lugar... É prazeroso descobrir as mais variadas formas de vidas selvagens mesmo em nossos jardins em plena metrópole.
Preserve sempre a Natureza
Cuide sempre para que a natureza jamais seja destruída. Preserve os mananciais de água pura, cuide para que nem mesmo o seu micro lixo caia no chão. Use sempre a lixeira para descartar o que deva ser descartado. Reutilize o que puder ser reutilizado. Plante e ame a natureza. Procure viver em harmonia com os animais, seja uma formiga, ou um elefante.
Não se esqueça: você faz parte da natureza!
Margareth Mee e a flor da lua
A ilustradora inglesa Margaret Mee (1909-1988) era uma pesspa especial e encontrou a flor da lua pela primeira vez em 1964 e em outras três ocasiões subsequentes, entretanto, em todas elas, a flor já estava, no entanto, murcha.
A busca pela flor mítica tornou-se uma obsessão para ela. Aos 79 anos, ela se aventurou outra vez pelo Rio Negro, no Brasil e finalmente encontrou a tão buscada flor da lua, precisamente no mês de maio, quando ela estava celebrando o seu aniversário em plena floresta. Foi um presente da deusa lunar que a natureza lhe ofertou. Ela pode finalmente contemplar o desabrochar da flor da lua em plena floresta.
Nota: No Brasil, a Selenicereus wittii foi descoberta em 1899 nas florestas Igapó do Rio Negro em Manaus pelo empresário botânico amador e colecionador alemão Nikolaus Heinrich Witt. Ele enviou uma planta para Karl Moritz Schumann em Berlim-Dahlem, que inicialmente não conseguiu identificar taxonomicamente. Somente quando Schumann, no Outono de 1900 recebeu mais cópias de Witt e descobriu frutos sobre eles, ele poderia atribuir o género Cereus [5] e publicar a primeira descrição wittii como Cereus. [6] Com a escolha do nome da espécie Schumann homenageou o descobridor da espécie.
* Mas não esqueçam que a Flor da Lua foi um presente da Deusa à sua filha Arádia, a quem encarregou de a distribuir pelos quatro cantos da Terra para ser um amuleto de boa sorte a quem tiver o privilégio de a encontrar e ver florescer. Por isso, sempre que tiver o privilégio de ver uma flor da lua desabrochar você tem direito a um pedido que certamente será atendido pela Grande Deusa.
Miragem
Luziam no horizonte, ainda,
Os últimos raios purpúreos dos últimos desenganos
Do meu combalido coração
E eu não esperava mais crer na ventura do amor,
Nem na ilusão dos sentimentos que nos ligam a outrem.
Eclipsavam-se aos poucos
Naquele horizonte de cor avermelhada
Os meus últimos sentimentos de amor
E também de desilusão neste sentimento
Que ora me fora tão nobre
E, agora, me parecia fictício e irreal.
Fruto mesmo da imaginação
Dos que sonham com o imaginário.
E já começava a crer que a grossa e áspera casca
Que agora me envolvia o coração,
Tornando-o imune às sutilezas desse sentimento,
Jamais se quebrasse.
Um dia, já mais pés na terra,
Insistindo em trazer à terra,
Também, o meu coração,
Que há muito teimava em escolher por morada as estrelas,
Vi-me de repente sucumbida diante de um olhar.
Alguma coisa dentro do coração protegido
Pela casca áspera e grossa, de cor terra,
Se agitava num frêmito, sussurrando uma melodia suave
E tão sublime, que todo o meu ser se enternecia.
Mas a mente, possuidora de todas as lembranças do passado,
Das marcas das dores, dos dissabores,
Habilmente apertara o cerco,
Procurando amalgamar mais densa
E espessa a camada de casca,
Para proteger o seu tesouro de mais uma desilusão.
E como dois fortes elementos,
A mente, como mãe protetora,
Cuidava ansiosa do seu filho alvissareiro,
O coração, já tantas vezes machucado,
Porém não sei de que força dotado
Que não se abatera sob tantos dissabores.
E quando naquele céu em que o azul da calma
Empurrava os últimos vestígios purpúreos da desilusão
Que ali passara no horizonte uma luz se prenunciara
E, de repente, com seus raios fulgurantes a tudo iluminara.
Sob seus raios incandescentes, suaves e brilhantes,
Mais uma vez sucumbia a mente
E nascia o amor,
Inundando de alegria e sentimento
O teimoso e ingênuo coração,
Derrubando as barreiras,
Rompendo a casca que o protegera
E lançando a semente.
Como uma explosão de estrela,
Onde das poeiras renascem a vida
E novas estrelas,
Assim o coração vencendo suas próprias barreiras,
Uma vez ainda se comovera
E inundando de luz branca
E resplandecente de amor se enternecera.
Aquele riso muitas vezes calmo
E ora se fazendo surgir
Numa suave gargalhada vinda da alma.
Um riso profundo, que suas faces iluminavam.
O seu olhar negro, profundo,
Distante e matizado de alguma tristeza infinita,
Oculta no recôndito da alma,
Aquele porte nobre e trazendo de volta sonhos do passado,
Imagens de outrora, como se eu o visse,
Vestindo as túnicas egípcias, trazendo na cabeça o "claft",
Ornado pela "uraeus", de pé como uma efígie,
Imóvel e seguro de si, belo, infinitamente belo,
Aos meus olhos apaixonados,
Ao meu coração enternecido
Por suave sentimento de ternura infinita,
Cheia de carinho e beleza.
Assim, se me apresentara naquela tarde,
Trazendo em teus olhos o brilho magnífico
Que tanto amei outrora
E que ainda hoje me toca sensivelmente o coração.
Vontade infinita de acariciar suavemente seu rosto,
Seus olhos, seus lábios, aconchegando-te ao coração,
Com ternura infinita, não querendo jamais de ti me separar.
E assim, uma vez mais, fez-se o amor...
